Como falar com seu público: o Novo Código de Ética

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A Internet no Novo Código de Ética da OAB

O novo Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados (OAB) vem causando muita polêmica desde o seu projeto. E após a publicação no Diário Oficial da União no dia 04 de novembro de 2015, o novo texto tem gerado muitas dúvidas entre os advogados, principalmente em relação à regulamentação da publicidade da profissão, que  trouxe a novidade de abordar mídias digitais como as redes sociais e a internet.

 

Algumas regulamentações no novo Código de Ética da OAB

Você já pensou que enfim o Conselho Federal da OAB buscou atender a uma grande demanda dos advogados na Internet? Afinal, levaram mais de 10 anos para que fossem realizadas alterações e quando as fizeram preocuparam-se em destacar os termos próprios do ambiente virtual. Isso é um sinal claro de que mesmo diante de outras inovações trazidas pela nova legislação, a internet pode ter sido uma das principais motivações para tal regulamentação – mesmo que superficial.

Abaixo seguem algumas das menções acerca da presença ética do advogado no capítulo da Publicidade Profissional do Novo Código de Ética e Disciplina da OAB.

Art. 39. A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Art. 40. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:

V – o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;

Art. 46. A publicidade veiculada pela internet ou por outros meios eletrônicos deverá observar as diretrizes estabelecidas neste capítulo.

Parágrafo único. A telefonia e a internet podem ser utilizadas como veículo de publicidade, inclusive para o envio de mensagens a destinatários certos, desde que estas não impliquem o oferecimento de serviços ou representem forma de captação de clientela.

Há outros trechos que vamos percorrer ao longo das nossas publicações, mas nesses exemplos fica claro que os autores estavam preocupados com o comportamento digital dos advogados.

Na nossa opinião, esse código é um avanço em vários aspectos, já que ele menciona diretamente a internet e as redes sociais e faz as devidas considerações sobre a atuação do profissional no ambiente virtual, apesar de um pouco conservador. É muito importante ressaltar que o documento está alinhado com a filosofia do mercado sobre Marketing Jurídico: publicidade de conteúdo!

Nesse texto foi dito um pouco sobre como a consultoria de Marketing Jurídico  atua , sempre se baseando em conteúdo. Nesse mesmo texto, é mencionada uma certa resistência dos usuários da internet em geral à publicidade.  Eles desenvolveram uma cegueira para anúncios como  banners e propagandas agressivas e não à toa o uso de bloqueadores desse tipo de publicidade está crescendo e preocupando as empresas anunciantes.

Enquanto os “grandes players” brigam com os consumidores e os bloqueadores de anúncios, que tal seguir o novo código de ética: fazendo publicidade com informação relevante e construindo seu nome em torno de um nicho no meio digital?

 

Marketing Jurídico Digital, um caminho sem volta

O seu nome está atrelado às informações que você presta à sociedade. Internautas de toda espécie, jornalistas, formadores de opinião e seu cliente estão na internet para trocar conhecimento e ali, avaliar quem realmente merece a atenção num ambiente tão competitivo e com tendências às distrações de toda sorte. Por isso, a relevância e a clareza do conteúdo é a arma mais eficaz para construir sua autoridade e formar sua comunidade de clientes/fãs.

Não há mais espaço para dúvidas sobre a eficácia do Marketing Jurídico Digital, afinal se o código foi atualizado e menciona claramente o uso da internet e das redes sociais, é necessário refletir: a publicidade digital na advocacia é um caminho sem volta e que já está sendo trilhado por alguns dos seus colegas, ou seja, se você ainda não o faz, ficará para trás!

Mesmo diante das restrições do novo Código de Ética, é possível produzir conteúdo e divulgar nas redes sociais sem ajuda técnica de um profissional ou de uma agência. É perfeitamente possível também delegar para algum funcionário do seu escritório mais afeito à tarefa. É claro que uma consultoria inicial talvez possa ajudar a direcionar seus esforços no caminho correto, ensinar técnicas mais avançadas para ser encontrado pelo seu público, bem como manter-se alinhado com as restrições da OAB. No entanto, nada substitui o conteúdo relevante e é necessário internalizar essas atividades dentro da sua rotina de trabalho.
Inúmeros clientes estão atrás de seu conhecimento e ele é a semente para sua carreira de sucesso nesse novo cenário.

Texto por: Sudamar Cerqueira

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