Quanto vale uma curtida no Facebook?

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A ilusão dos likes.

Ao iniciar no Marketing Jurídico, muitos advogados costumam se deslumbrar com o número de curtidas de uma fanpage ou a quantidade de impressões de um anúncio no Google AdWords. Isso acontece também com os empreendedores iniciantes. É perfeitamente compreensível, afinal trata-se da primeira interação de clientes que você não conhece, com o seu negócio.

 

Certamente é empolgante, mas essas métricas são eficazes?

 

Anúncios na TV

 

Provavelmente, esse vício de medir impressões e alcance é vício da TV que, por limitações técnicas, media o sucesso inicial da campanha utilizando a audiências dos horários em que os VT’s foram transmitidos. É uma forma de demonstrar à empresa anunciante quantas pessoas possivelmente viram pelo anúncio.

 

Não conhecemos a fundo os números da publicidade na TV, mas após o advento do controle remoto e, principalmente, diante das inúmeras possibilidades de distração como o celular e computador – mesmo com os aparelhos ligados, não é necessário muita imaginação para perceber que o número de pessoas impactadas pelos comerciais nessa mídia caiu drasticamente. Isso sem falar do declínio natural da audiência no geral.

 

Ao medir o número de impressões nas ferramentas disponíveis, você apenas identificou que o anúncio foi veiculado e a quantidade de dispositivos que potencialmente viram sua chamada. Como se a internet fosse TV, mas não é.

 

No Facebook o buraco é mais embaixo

 

Há uns 2 anos, quando a fanpage de um escritório alcançava um número X de fãs, você tinha ali essas X pessoas recebendo suas publicações. Não era apenas uma simples visualização, tratava-se de audiência qualificada, afinal eram pessoas que queriam continuar recebendo aquele tipo de conteúdo.

 

Atualmente o Facebook alega que é inviável, pela concorrência de amigos x fanpages numa mesma timeline, apresentar todas publicações para todos os fãs, então em 2014, um estudo realizado pela agência Ovly identificou que, para páginas cujo público interage bem, é possível que esse alcance obtenha até 2% de visualizações. Ou seja, duas coisas precisam ser ditas em relação a essa mídia nos dias atuais:

 

1- no melhor dos casos, uma página com mil fãs receberá atenção de apenas 20 pessoas de forma natural (sem pagar). Como sabemos, a timeline dos nossos potenciais clientes é tão dinâmica a ponto de uma publicação de 5 minutos atrás tornar-se irrelevante, logo, ficou evidente que usar o Facebook para divulgar conteúdo sem patrocínio é quase inócuo em relação aos resultados.

 

2- se a cada dia mais pessoas interagem com mais amigos e mais fanpages é claro que, no fim das contas, nenhum vínculo efetivo entre cliente e marca seja realmente estabelecido.

 

É claro que o Facebook ainda é um dos melhores canais para divulgar seu conteúdo, afinal a rede social tem mais de 47 milhões de usuários que estão online todos os dias. No mundo, somos o segundo país mais conectado na plataforma.  Além disso, essa mídia ainda oferece alguns pontos imbatíveis como prova social, segmentação de público alvo mais adequada e pesquisa de mercado junto às pessoas que gostam das suas publicações.
No entanto, você advogado, que anuncia corretamente na internet, estude outras técnicas de Marketing Jurídico Digital e não dependa apenas de uma fonte de apresentação dos seus serviços. Além disso, aprenda a medir corretamente o sucesso de uma campanha. O número de curtidas sem contextualização às vezes atrapalha na identificação de problemas e não permite que você atinja os resultados possíveis.

Por: Rita Soares e Sudamar Cerqueira

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