Advogado: o vídeo é o novo texto da web?

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Advogado: O vídeo é o novo texto da Web?

 

Um formato de mídia que ganhou muita importância nos últimos anos foi a produção e visualização de vídeos no Youtube, Vimeo e, surpreendentemente, no Facebook. Grande parte dos usuários perderam a prática de ler textos com mais de 500 palavras, principalmente em dispositivos e telas com brilho próprio como computadores, tablets e celulares. O vídeo tornou-se a saída de muito empreendedor (e advogado) e precisa expor sua marca para possíveis clientes.

 

Segundo o comScore (empresa dos EUA de análise da internet), apenas em outubro de 2011, mais de 201 bilhões de vídeos online. Naquele mês, aproximadamente a cada sete pessoas, uma era impactada por algum vídeo na internet.

 

Veja mais nesse link: http://www.comscore.com/Press_Events/Press_Releases/2011/12/More_than_200_Billion_Online_Videos_Viewed_Globally_in_October

 

Entre os 10 vídeos mais acessados do mundo em 2015, havia um vídeo caseiro . Ou seja, entre os clipes assistidos de mega produção como os de Lady Gaga, Katy Perry e outros gigantes da indústria, um vídeo caseiro produzido em 2007, sem iluminação adequada, estava entre os 10 mais assistidos do mundo com 812.152.412 visualizações. Se você não conseguiu ler esse número, vamos traduzir: são mais de 812 milhões de visualizações, o equivalente a quase 10% do planeta.

Veja mais aqui: Os dez vídeos mais assistidos da história do YouTube

 

O que isso quer dizer para o mercado de advogados?

 

Que não é preciso uma super produção para alcançar mais usuários. E que o formato vídeo tem um poder incontrolável.

 

Soma-se a essa constatação, o fato do mercado da advocacia ter uma vantagem em relação a outros mercados: os concorrentes são cerimoniosos, categóricos, prolixos e possuem, geralmente, abordagens densas e sonolentas.

 

Então, pelo fato  do advogado sair do tribunal, mas o tribunal não sair do advogado, acreditamos que vídeos com conteúdos que o usuário está buscando será a coqueluche do Marketing Jurídico  nos próximos anos.

 

Mas o que é preciso para um fazer um vídeo que chame a atenção?

 

Da mesma forma que produzimos um texto jurídico, é preciso descobrir o que os usuários estão procurando na internet. Para tal resposta, o Google tem uma ferramenta simples que pode ajudar: a “google suggest”.

 

Essa ferramenta completa frases no buscador enquanto o usuário digita. Tudo bem, parece uma crise de ansiedade do Google, mas não se trata apenas  de uma tentativa de facilitar a vida de quem busca, mas de quem produz também:

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Agora, olhando a imagem acima, que respostas esses vários usuários estão esperando do google?

Se a expressão escolhida for “advogados crimes virtuais”, que tal intitular seu vídeo de os crimes virtuais mais comuns na internet? Ou crimes virtuais mais praticados? Veja a imagem abaixo:

 

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Quanto custa um vídeo desses?

 

Geralmente um vídeo de 20 minutos, com o auxílio de técnicos especializados e equipamentos profissionais custam em torno de R$ 1.500,00.  Mas você precisa pagar por tudo isso? Nossa opinião é categórica: não!

 

A não ser que seu público seja muito exigente – grandes empresários ou celebridades – seu público prestará mais atenção no conteúdo que na produção.  Obviamente, é preciso cuidar da qualidade da apresentação, do enquadramento e do som, mas nem de longe, você precisa gastar mais que R$ 1.000,00 em cada vídeo.

 

Em nossa experiência, vídeos com boa iluminação, feita por técnicos auto-didatas, com equipamentos corretos, tem o custo benefício excelente para pequenos e médios escritórios.

 

Nós do Marketing Jurídico Legal [link: www.marketingjuridicolegal.com.br] orientamos o cliente a investir com cautela na produção de vídeos, até que seu escritório seja rentável o suficiente para subir de patamar, daí em diante faz todo sentido ousar mais na edição dos vídeos.

 

Nós também somos adeptos ao faça-você-mesmo (DIY), afinal, você provavelmente tem uma câmera de última geração no bolso: o seu celular! Além da portabilidade – ele está sempre por perto quando a inspiração surgir, a maioria dos aparelhos possuem são muito fáceis de manusear. É claro que, quem tem uma boa filmadora pode dispensar um celular, afinal a maioria possui boa memória, autonomia da bateria e telas de feedback – uma tela pequena que mostra sua “performance” durante a filmagem.

 

Uma dica, antes de deixar alguns links para vocês: na hora de fazer um vídeo, não leia! Você precisa criar simpatia e segurança para o seu futuro cliente. É a primeira interação e você deve provar sua capacidade ali, conversando com ele como se estivesse na sua frente!

 

Já que o tema trata de recursos audio-visuais e não textuais, escolhemos alguns vídeos com dicas para você produzir com seu próprio celular, seja no escritório ou em ambiente aberto:

 

Montar um tripé caseiro

Dicas de filmagem no celular

Dicas gerais

Iluminação caseira para vídeos

 

Os vídeos em sua maioria são de autônomos e blogueiras, mas serve para advogado, o que muda é a postura diante das câmeras e o conteúdo que você vai divulgar.

 

Apenas reiteramos o respeito ao Código de Ética ao não divulgar preços ou vantagens, não instigar litígio, não prestar consultoria gratuita nos comentários e se portar com a sobriedade da classe.

 

Vamos mudar a cara da advocacia em Brasília? Luz, câmera, ação!

 

Por: Rita Soares e Sudamar Cerqueira

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