Acusação de estupro no Réveillon de Brasília, uma lição para advogados.

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O que o famoso caso de acusação de estupro no Réveillon da Asa Norte tem a ensinar aos advogados

 

Após um mês e 10 dias, o famoso caso do réveillon da Asa Norte foi praticamente encerrado. Após a acusação de estupro em redes sociais e na delegacia da mulher, Brasília iniciou uma discussão prematura sobre questão de gêneros e crimes contra a mulher.

 

Essa discussão teria tudo para ser saudável, mas como a rede social nada mais é que o retrato do nosso comportamento, exageramos nos julgamentos precipitados e nas acusações levianas e associações emotivas.

 

Mas o que mais chama a atenção no mundo jurídico é constatar advogados tecendo opiniões preconceituosas e julgamentos precipitados sem ter acesso aos elementos apresentados.

 

Onde estão a sobriedade do advogado nas redes sociais? Se “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, que faziam os doutores comentando as notícias em plena rede social, com tão pouca razoabilidade para quem carrega o mérito de garantir direitos de qualquer cidadão?

 

Onde começa o Marketing Jurídico do Advogado? Na sua postura perante a sociedade. E nenhum comentário inadequado tem escala maior que na internet e redes sociais. Que tipo de postura se espera de um povo, cuja parcela da classe que representa a sociedade na esfera judicial não respeita o processo? O que um cliente – principalmente os mais instruídos e, geralmente, com maior poder aquisitivo – imagina ao ver advogado “batendo boca” em comentários nas redes sociais sem levar em conta as prerrogativas da carta maior?

 

Mesmo após a nota da Polícia Civil, que afirmou “não haver provas para indiciar o acusado” , não foi o suficiente para acalmar os ânimos – pois serviu para outro grupo usar a informação e justificar sua postura, o que também continua não sendo muito profissional.

 

Mas é só assim que o advogado escorrega nas redes sociais? Infelizmente não.

 

Elencamos aqui alguns comportamentos que jogam contra qualquer trabalho de Marketing Jurídico Digital, pois ou desvalorizam a imagem do profissional, ou afasta potenciais clientes causando rejeição:

 

  • fotos regulares com copo de bebidas ou alcoolizados.
  • sensualização frequente nas fotos, principalmente com exposição do corpo como sungas, biquínis e decotes exagerados.
  • fotos de perfil não compatíveis com a sobriedade de um defensor da lei.
  • excesso de selfies na timeline.
  • associar o próprio perfil a imagens agressivas ou qualquer apologia a violência.
  • discussões políticas, principalmente, com um nível muito aquém do que se espera de um profissional que prima pela eloquência e clareza nos argumentos.
  • postar ou compartilhar piadas preconceituosas e com palavras de baixo calão.
  • falar mal da própria profissão ou expor situações que não respeitam a privacidade de colegas, clientes e parceiros.

 

Ainda que relutemos em aceitar clientes no perfil pessoal ou que criemos um perfil profissional para contatos ou ainda que atribuamos tal comportamento a liberdade de expressão, reiteramos que a sociedade ainda não sabe lidar com diferenças bruscas de suas próprias expectativas. A escolha é totalmente sua e as consequências de deixar sua imagem arranhada por situações que poderiam ser evitadas, também!

 

É claro que a organização de listas bem feita de amigos ajuda, mas dá trabalho e te coloca numa situação que, uma pequena confusão pode ser irreparável, principalmente para advogados sem carreira consolidada.

 

Nossa recomendação é simples: rede social pessoal de massa como Facebook ou Twitter não combina com o advogado. Tenha uma fanpage ou um LinkedIn e concentre em suas atividades profissionais.

 

Depois de construir sua autoridade, você pode até se arriscar, mas antes, mantenha o foco e a energia para falar de assuntos pertinentes à sua carreira e especialização.

Por: Rita Soares e Sudamar Cerqueira

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