Iniciantes

6819171177_f2a335984c_b

Os próximos artigos têm por objetivo apontar as principais características do processo

licitatório e dos contratos administrativos, em especial para os jovens empreendedores

e advogados, a partir da introdução dos conceitos técnicos e legais necessários à

correta atuação perante Órgãos Públicos, no que concerne a realização de atividades

eminentemente comerciais.

 

Como se sabe, empreender, além da concepção técnica relativa ao tema, consiste na

coragem, iniciativa e desprendimento daqueles que buscam desenvolver suas próprias

ideias e negócios. A satisfação pessoal de desenvolver o próprio negócio não exime,

porém, o Empreendedor de adotar medidas indispensáveis à consolidação das

atividades empresariais que pretende estabelecer.

 

Nesse contexto, não é incomum que boas iniciativas não se materializem em

empreendimentos exitosos. Como amplamente tratado pela literatura especializada, os

casos de insucesso decorrem da ausência de planejamento estratégico, falta de estudo

de mercado, ausência de análise de viabilidade do negócio, para citarmos alguns.

 

No âmbito das licitações essa realidade não é diferente. No tocante ao Levantamento

de Perfil, o que se observa, em rápida análise, é a quase inexistente avaliação de

mercado por parte das empresas participantes dos certames públicos. A participação

eficiente em processos licitatórios exige dos fornecedores amplo conhecimento do

processo de aquisições governamentais. Apesar de ser o mais atraente dos mercados,

em razão do volume de contratações, o processo de compras públicas tem se tornado

cada vez mais técnico e competitivo. Portanto, faz-se indispensável a correta

adequação dos requisitos da empresa para participação nos certames de disputa.

 

Dito em outras palavras, é fácil constatar que as empresas não promovem processo de

identificação de oportunidades, a partir da efetiva coleta de informações daquilo que é

contratado pela Administração Pública. Ou seja, poucos são as empresas que possuem

claro diagnóstico, relacionado a seu ramo de atuação, do quanto se contrata, do

volume de contratações, tampouco se sabe a preferência dos Órgãos Públicos quanto

ao tipo de serviços ou produtos frequentemente adquiridos.

 

Quanto à Prospecção de Oportunidades, via de regra as empresas adotam o método

tradicional, que consiste exclusivamente no processo de pesquisa das publicações dos

diários oficiais ou nos portais eletrônicos dos Órgãos da Administração Pública.

Verifica-se que o Mercado Público é mais amplo do que comumente se apresenta.

Nessa linha, o caminho a ser seguido é mais dinâmico e requer prospecção

pormenorizada dos recursos públicos disponíveis, nas esferas Federal, Estadual e

Municipal, como forma de estabelecer as metas e estratégias comerciais da empresa.

3118171378_19d5a95a2e_o

 

Noutra linha, a empresa deve desenvolver competente sistema de Análise e

Viabilidade dos Editais, visto que a correta interpretação de editais é etapa

fundamental e decisiva para a participação da Empresa em certames licitatórios. O

entendimento de todos aspectos ditará não apenas a competitividade da Empresa,

como também a correta execução do contrato a ser celebrado.

 

Dentre as premissas a serem observadas pelos licitantes, em termos de visão

estratégica de participação, destaque especial deve ser dado à elaboração de pedidos

de esclarecimentos, impugnações e propostas comerciais, além da definição de matriz

de risco para cada processo licitatório.

 

Aliado a tais necessidades, faz-se indispensável a Correta Constituição Jurídica da

empresa, em virtude das exigências previstas na legislação. Não raro, se percebe que

o não cumprimento ou, pior, o desconhecimento do ordenamento jurídico atinente ao

processo licitatório configura fator determinante para o fracasso no certame ou na

execução do contrato administrativo, situação essa que, além da perda de

oportunidade de novos negócios, pode impor à empresa graves penalidades.

Por: Raphael Anunciação

bread-725873_1920

Grande parte dos advogados recém formados faz esse checklist mental antes de começar a atuar profissionalmente: pegar o certificado de conclusão do curso e diploma; levar toda a papelada na OAB para iniciar o processo de inscrição; comprar uma roupa compatível com a atuação de um profissional jurídico; selecionar uma bolsa/pasta que imponha respeito à sua imagem; alugar uma sala comercial e mobiliá-la com belos móveis; buscar a carteira da OAB; sentar no seu escritório e aguardar clientes; mexer um pouco no Facebook; continuar aguardando clientes; fazer uma pós-graduação; aguardar clientes; participar de forma atuante em grupos de advogados; e aguardar clientes….

 

Nos preparamos muito para a nossa atuação profissional, mas chega um momento que precisamos colocar a mão na massa. Quero falar um pouco sobre isso nesse texto. Como deixar o mundo teórico da Faculdade de Direito e fazer a imigração na vida como ela é.

 

Antes de começar o texto propriamente dito deixarei alguns dados para dar credibilidade a tudo que irei escrever abaixo. Um estudo feito pela Munich Dunkelweizen Universität demonstrou que 65% dos alunos recém formados acham que são doutrinadores natos e deveriam estar no STF. Por sua vez a Frozen Moose Toronto Academy trouxe o alarmante dado que 73% dos advogados iniciantes vai fazer algum tipo de besteira ao firmar seu primeiro Contrato de Honorários. Por fim, a Universidade dos Canalhas de Lisboa diz que 89% das pessoas que aprendem com os erros se divertem e produzem mais. ²

 

Introdução – feito. Complemento e ligação com dados – feitos. Parágrafo com dados para dar credibilidade – feito. Mas o que isso tudo tem a ver com textos jurídicos e conteúdo para novos advogados? Tudo!

 

Aprendermos alguma coisa somente na teoria? Aprendemos a escrever apenas lendo a gramática e livros de português? Aprendemos a pedalar lendo “Pedalando em 7 tópicos” ou “Como andar de bicicleta de A-Z” ou “Aprenda a pedalar lendo 5 minutos por dia”? Perguntas retóricas com respostas abaixo.

 

Não… Não quero dizer que a leitura não ajude nesses casos, mas só vai começar a pedalar aquela pessoa que pegar uma bicicleta, subir nela e tentar. Quase tudo na vida é assim. Aprendemos algo e sentimos a necessidade de colocá-lo em pratica, de se mostrar para o mundo, de dar um salto muitas vezes calculado, mas outras nem tanto.

 

Da mesma forma acontece com a advocacia. Aprendemos muito na faculdade, cursos, simpósios, pós-graduações, mestrados e doutorados também – não tenho nada contra estudar e é importante manter-se atualizado. Treinamos muito nos núcleos de prática jurídica, estágios, empresas juniores, jantares de família – sabe, aqueles momentos que todo mundo fala “ele é advogado, pergunta para ele” – ou nas tretas da mesa do bar. Mas chega uma hora que precisamos tirar a rodinha da bicicleta e aprender a andar sozinhos.

 

Os medos, pavores, temores e dores da falta da rodinha da bicicleta na primeira volta são as mesmas do primeiro atendimento solo, mas quando acaba o atendimento e você se despede do cliente sente a mesma sensação daquela pedalada inovadora. Aquela liberdade, o vento no rosto, a sabor de dever cumprido. Vamos cair? Claro, mas é preciso levantar, aprender com o incidente, se possível rir um pouco – alivia a pressão – e seguir pedalando.

 

Precisamos nos ver novamente como crianças descobrindo um novo mundo. Precisamos ter aquela sede de fazer o novo, de desbravar nossos limites. Precisamos tomar um pouco de cuidado, pois temos mais responsabilidades, mas precisamos nos lembrar que nada vem fácil; que se vestir bem, ter conhecimento teórico e uma linda sala não vai trazer os clientes. Precisamos fazer, por isso quis trazer essa pequena frase que tanto diz:

 

VAI LÁ E FAZ!

 

Valeu, falou!

¹              muitas empresas/cursos/palestrantes usam essa expressão “Vai lá e faz!”, mas como fui apresentado via Perestroika Brasília deixo meu abraço para eles.
²              nenhuma das universidades existe, muito menos os dados – só fiz isso para deixar o texto com uma cara mais profissional.

Por: Henrique Uchôa

o_homem_do_futuro_2011_f_001

Começam hoje as inscrições para o XX Exame de Ordem Unificado. O período vai de 6 de junho até 20 de junho. A prova objetiva será 24 de julho e a prova prático-profissional será em 18 de setembro. Além do seu esforço durante todo o bacharelado em direito, separamos algumas dicas valiosas para acompanhar você durante a prova, futuro jovem advogado.

 

1. “Eu quero que você fique absolutamente calmo e confie em mim”

tumblr_lr6561aIaH1qdi25ro1_500

Tudo bem, você escuta isso desde a época do vestibular. Mas…

Um estudo avaliou 237 bacharéis em Direito em fase de preparação para o Exame da OAB. O objetivo era avaliar as relações entre estresse, ansiedade e autoconfiança. Apesar da maioria dos alunos, 71%, estar sob estresse em diferentes níveis, o índice de aprovação é maior nos grupos com menor ansiedade. Um candidato sem sintomas significativos de estresse tem duas vezes mais chances de ser aprovado do que um candidato que tem esses sintomas. Você pode conferir o estudo completo aqui.

2. Não dependa de anulações

tumblr_m22uk7VDSG1qbwxizo2_r1_250

A banca da FGV não é perfeita, mas não estude para acertar apenas as 40 questões e correr o risco de depender de uma anulação de questão. O histórico de anulação é baixo.

3. Resolva provas anteriores

tumblr_ls0fnfI6W71qba5zuo2_250

Tente simular o mesmo ambiente da prova. Se isole em casa ou faça a opção por uma biblioteca pública, cronometre seu tempo e NÃO olhe o gabarito até ter terminado toda a prova. Sim, às vezes dá uma coceira para saber se você acertou aquela questão que parece impossível. Controle-se. Aah, olha as provas anteriores aqui.

4. Disciplina

575198

Habitue-se a conviver com o material que vai estar disponível durante a prova. Então, se acostume com os índices e saiba localizar as repostas, que muitas vezes estão em artigos do código. Lembre-se também que é importante saber escrever! Letra legível e um bom português, sem depender do corretor ortográfico, são indispensáveis.

5. Aprenda a fracassar

tumblr_ls0fnfI6W71qba5zuo10_250

Você pode não passar. Aprenda a conviver com essa verdade. Bem, boa parte da tristeza do fracasso é perceber que decepcionou várias pessoas ao seu redor. Fracasso tem um pouco de vergonha. Mas ninguém passou pelo que você passou. Não coloque a pressão dos outros sobre você, as suas bastam. Que tal uma conversa com seus pais, namorado e amigos para alinhar as expectativas e colocar cada ansiedade em seu lugar?

6. Relaxe

wagner_1_ok06

Não sabe relaxar antes da prova? Evite bebedeiras, comidas pesadas ou alguma outra substância que pode prejudicar seu desempenho no dia seguinte. A dica é ficar em casa, assistir um filme suave, daqueles que não fazem você pensar muito mas arrancam boas risadas.

A gente ajuda você:

6 filmes para relaxar a mente

25 filmes para assistir em um fim de semana caseiro

As melhores séries de comédia disponíveis no Netflix Brasil

Aah, e se você não entendeu as imagens dessa lista, sugerimos que como filme suave você assista O Homem do Futuro, com Wagner Moura.

 

Até a próxima.

 

 

4385431396_a45f3ea0b4_z

Meu terno já virou estopa

E eu nem sei mais com que roupa

Com que roupa que eu vou

Pro samba que você me convidou?

Com que roupa que eu vou

Pro samba que você me convidou?

                                   (Noel Rosa)

 

 

Se existem dois profissionais que têm uniformes são os médicos e advogados. Um deles conseguimos entender o motivo. O médico usa jaleco branco porque significa limpeza, asseio e higiene. Em um meio de trabalho onde a infecção é um risco real esse é um cuidado tanto para o médico que se distancia de fontes de contaminação, quanto para o paciente, pois qualquer sujeira fica evidente na cor branca. Já o advogado usar o terno – paletó, calça, gravata e sapato – é um grande mistério…

 

A advocacia é uma profissão tradicional, tendo sua primeira faculdade em território tupiniquim inaugurada em 1827 – momento histórico para dar credibilidade ao texto. Somos profissionais que transmitem o cumprimento da lei e essa roupa impõe uma formalidade e tradição. Mas precisamos mesmo disso? Quantos colegas conhecemos que colocam belíssimos ternos para passar o dia ao lado de outros ou ainda sozinho atrás de um computador? Ok, acho uma roupa muita bonita, mas me pergunto se realmente precisamos disso.

 

Vou deixar uma coisa clara antes de continuar: respeito quem gosta de usar terno em todos os momentos, mas existem aqueles que não se sentem confortáveis engravatados e preferem um simples jeans e camisa ou camiseta – dependendo da ocasião. Existe alguma diferença entre o primeiro e o segundo grupo?

 

Claro! A embalagem. Apenas ela, a qual não contribui em nada para a atividade prestada, pois somos profissionais intelectuais. Lidamos com textos, teses e leis. Precisamos de conhecimento e capacidade cognitiva. Até segunda ordem não estamos participando de desfile de moda. Gente vamos lá, estou falando que podemos estar trajados a rigor sem precisar estar de terno, não estou propondo a ninguém ir de bermuda e chinelo no fórum, tá bom?

 

Felizmente estamos vendo uma reformulação em alguns pontos da advocacia, por exemplo, alguns escritórios que se consideram boutique. Além de serem bancas menores, altamente especializadas e que atendem de forma personalizada seus poucos clientes; esse grupo de escritórios visa uma advocacia despida – calma, ninguém está pelado. O que esse grupo preza?

 

Procuram profissionais capacitados, que pensem formas diferentes de solucionar problemas e que compartilhem de uma forma de trabalho em equipe. O que isso acaba refletindo no espaço e nas características da equipe? Escritórios mais modernos, ambientes colaborativos e espaços de descompressão (área para entretenimento e convivência) – exatamente o que vemos no “Better call Saul” ou outras tantas séries por aí – só que não. O protocolo para convivência e vestuário é: bom humor, colaboração, competência, entrega e conforto.

 

Viram!? É possível ser competente, entregar um bom trabalho ao cliente e ainda ser descolado. Alguns clientes vão precisar do advogado engravato, outros, entretanto, podem preferir aquele que chega de tênis, jeans e skate. Cabe a você, somente a você, saber qual advogado você é.

 

Lembre-se sempre que do outro lado existe um ser humano como você: que precisa de atenção, busca um serviço bem prestado, que gostaria de ser bem tratado e que não precisa ver um desfile de moda. Então vamos nos vestir como nos sentimos bem, seja de terno, ou seja de jeans; e vamos nos preocupar com o que importa que é prestar um serviço exemplar e respeitar o cliente e o colega que está do outro lado.

Valeu, falou!

 

Por: Henrique Uchôa

9355090806_80b6faabc7_z

Brasília, 5 de maio de 2016

Prezado Henrique do dia de inscrição na OAB,

 

Como vai? Feliz por ter superado mais uma fase na sua jornada da advocacia? Lembrando de todas as aulas, trabalhos, cursos, seminários, estágios? Acredita que agora com a sua “vermelhinha” nada pode atrapalhar sua jornada, né? Não sabe ao certo o que está sentindo, correto? Essa mistura entre euforia e pânico tem um gosto estranho, mas confia em mim: você vai experimentar isso outras tantas vezes, sem nunca se acostumar, e que se um dia parar de sentir talvez algo tenha dado errado.

Quero te lembrar do dia que foi aprovado no vestibular e se sentiu completo, pois poderia começar a estudar “o que gosta”, mas como saber o que gosta se você nunca tinha provado? No começo do curso eram tantas aulas de filosofia, sociologia, teorias gerais de uma visão pura do Direito que você se esbaldava em alegria. Mas nem só de teoria vive o homem, e você aprende isso todo dia – confie em mim!

Você descobriu isso quando começaram as matérias práticas – Direito Constitucional, Civil, Penal, Administrativo, e tantos outros – que te acompanharam até o fim do curso. Com isso veio a necessidade de conhecer o mundo, se apresentar para os futuros colegas de profissão. Vieram estágios…

Sim, o mundo é assustador, mas existem pessoas que vão te ajudar nessa jornada. Você criou laços, fez parcerias, mas também viu que algumas pessoas não compactuam daquilo que você pensa/faz; lógico, porque pessoas tem afinidades e diferenças. Você viu como os escritórios e o judiciário funcionam e me falou: não quero advogar dessa forma. Afastou-se do direito e buscou outras vias, mas viu que nunca foi completo.

Precisou conhecer outras realidades para se encontrar e decidir voltar ao seu plano original – reformulado, pois ninguém deveria parar no tempo – “ vou fazer o que gosto”. Buscou os braços da advocacia novamente. Quis fazer da sua forma, ou seja, diferente dos padrões impostos, mas não sabia como porque nunca aprendeu isso na academia  – ainda achamos isso uma grande falha, mas estamos tentando resolver. Se viu criando três metas, sem querer, que viraram um mantra:

Primeira ato: adeus gravatas, ternos e sapatos super engraxados! Bem vindos jeans, camisetas e tênis;

Segundo ato: pompa, floreio e linguagem rebuscadas assustam, vamos ser direitos e claros afinal de contas lidamos com pessoas;

Terceiro ato: seja você, seja honesto com você! Mesmo que isso retire honorários do bolso, mas coloque paz na sua cabeça.

Esse seu mantra, baseado nos atos que protagonizou, precisa ser lembrado todo dia, pois pensar/fazer diferente doí, desgasta, mas ao fim do dia te proporciona um sentimento de dever cumprido e satisfação que você poucas vezes sentiu. Quero te lembrar que você é o timoneiro do barco chamado sua vida, nunca se esqueça disso! Você pode até pedir auxílio ou a direção para algumas pessoas, pois isso é saudável e você não sabe sobre tudo, mas nunca entregue o timão para os outros, pois eles te levarão para onde julgam ser importante e não necessariamente para onde você quer ir.

Quero encontrá-lo em alguns anos e poder te dizer: parabéns pelas suas decisões e continue sendo você. Sabemos que não existem caminhos tranquilos, mas com determinação, coragem, método e paixão podemos superar as dificuldades e chegar no nosso objetivo. Estarei ao seu lado para lembrá-lo de tomar as decisões da forma que julgar correta, mesmo que não seja a tradicional.

 

Um grande abraço, porque “cordialmente” é muuuuito formal.

 

Por: Henrique Uchôa

shutterstock_119657461

Antes de iniciar seu escritório de advocacia, é fundamental que o Advogado elabore o seu plano de negócios ou modelo de negócio do escritório, um documento que descreve quais são os objetivos e as etapas a serem cumpridas para alcançá-los, sendo útil também para diminuir os riscos que envolvem a atitude de empreender dos Jovens Advogados.

Montar um plano de negócios ou modelo de negócio não é uma tarefa fácil. O alto grau de ansiedade para abrir o primeiro escritório de advocacia contribui para que os Jovens Advogados acabem cometendo alguns erros.

Dessa forma, elaboramos uma lista com os principais erros cometidos pelos Jovens Advogados na hora de abrir seu primeiro escritório de advocacia:

1. Não definir um área de atuação

É preciso conhecer os detalhes do segmento jurídico em que pretende atuar para, assim, encontrar as oportunidades nele.

2. Não pesquisar o mercado em que irá exercer a advocacia

 Consiste em não ter as informações sobre os prováveis clientes: o que comunicar de serviço de acordo com o Código de Ética da OAB, de que forma captar o cliente, qual é o local adequado para atender o cliente, e qual é a demanda potencial para esse serviço jurídico.

3. Não pensar no Financeiro

Não se foque apenas em dinheiro. Seu foco deve se concentrar nos custos operacionais do escritório e em como você vai chegar lá. Por exemplo, se um cliente lhe paga em média R$ 300,00 (trezentos reais), você precisará de 120 clientes no ano para faturar R$ 36 mil até o final do ano. Isso equivale a contar com dois clientes e meio por semana (entre clientes atuais e novos). A não ser que você pretenda prestar um alto volume de serviços, você terá de desenvolver uma maneira de oferecer serviços mais rentáveis a novos clientes.

4. Achar que Marketing Jurídico é Captar Cliente

Lembre-se que não é apenas fazer cartão de visita e site. Os advogados mais bem sucedidos reconhecem a importância do marketing jurídico e do desenvolvimento de negócios. Você precisa estabelecer metas mensuráveis de marketing. O cumprimento delas vai depender da definição de suas metas financeiras. Você irá produzir conteúdo dentro da sua área de atuação? Como você vai divulgar seu conteúdo? Quem vai ajudá-lo a gerenciar suas redes sociais e site? Quem irá fazer o acompanhamento dos contatos?

5. Não pensam em como captar os primeiros clientes

 Quantas visitas você vai fazer a possíveis clientes por semana ou por mês, apenas para desenvolver um relacionamento, fazer perguntas sobre sua empresa, sua família e sua vida? Essas visitas servem para identificar possíveis problemas jurídicos que você pode solucionar, sem se preocupar em falar sobre a grandeza do escritório e oferecer seus serviços no primeiro dia.

Por: Fernando Santiago

Quer saber mais?

Especialização na advocacia

Planejamento financeiro

relogio

Caro amigo Jovem advogado,

Vou ser bem direta para que você entenda a importância da sua atuação em busca do próprio sucesso.

De antemão, peço desculpas caso algum termo usado venha te ofender. Espero que entenda o tom mais informal dessa conversa… ;)

Vamos lá?

Passou no Exame da Ordem? Parabéns! Você é foda – P.H.O.D.A!

Foda sim…, porque realmente não é para qualquer um, especialmente para aquele que fez uma faculdade “boqueta” (e isso na mais ampla acepção da palavra…rsrsrs, que vai desde problemas de qualidade da faculdade até de desinteresse do próprio aluno… Enfim… um dia a conta chega!!! :O) ou aquele que fez Direito por que o pai pediu ou a família influenciou, muito menos para aquele que fez em busca de status (nesse caso… Óhhhhh vida cruel, MERMÃOOOO! Hauhauhauhau… perdeu teu tempo, jovem! Rsrsrs…).

Se nenhum desses é o seu caso, isso aqui é para você:

Não tô dizendo aqui que é impossível não… Eu mesma (não é me gabando…rsrsrs… ahhh… vá… só um pouquinho!) passei e tô te dizendo que o único concorrente que pode mesmo te impedir de passar é você mesmo… Você só precisa seguir 02 passos: Se olhar no espelho e parar de se gongar (desvalorizar, boicotar etc.)!

Mas, por que se olhar no espelho?!?!?! Véiiiii… olhe para você! Suponho que se você realmente está se esforçando, você realmente é capaz de passar… Basta se enxergar como uma pessoa apta a realizar isso! E você é!

Todo mundo diz que é uma prova de concurso. Não é! É difícil? Talvez! Muita matéria, tudo junto, pressão, sua vida no que eu costumo chamar de limbo (nem é advogado, nem deixa de quase ser – O verdadeiro nada jurídico… rsrsrs…), enfim… acho que mais pesa o conjunto da obra do que a própria prova em si, que não é impossível, mas, óbvio, precisa te beneficiar no dia para cair aquilo que você mais estudou ou tem mais afinidade etc. É uma prova cujo único concorrente, como já dito, é você mesmo, porque depende praticamente somente daquilo que você estudou.

Ou seja, quanto MELHOR você tiver estudado, mais a prova vai te beneficiar, oras! Além disso, tirou o básico, o mínimo, passou… Não se fala aqui em classificação, mas apenas em aprovação.

Como eu já disse: se eu passei, filhote, porque cargas d’água você não passaria!? Veja bem… terminei a minha faculdade em 2008 e só fiz a minha prova em 2014… Para completar o pacote e ajudar mais ainda, levei 09 (nove) anos para terminar a faculdade… então… não fui a pica das galáxias do aproveitamento né? Meu conteúdo foi aprendido de forma picada, espaçada; com inúmeras mudanças legislativas no caminho e, ainda, mesmo após isso, levei 06 (seis) anos do término para decidir por fazê-la… Tinha tudo para não passar, mas passei. Estudei? Porraannnnnnnn, só estudei!!!

Óbvio que uma coisa não tive: a pressão… Sou funcionária pública, então não passar na OAB não significaria adiar o início da minha vida profissional e financeira, mas eu tinha sim uma defasagem gritante de conteúdo, que poderia me boicotar, mas não… eu não deixei isso acontecer.

Então assim… com relação a essa pressão, se você está tentando e não tá passando, TE ACALMA! Respira fundo! Conteúdo você tem… o que você precisa agora é se controlar. Você não vai morrer se não passar, o apocalipse não vai acontecer, seu mundo não vai cair! A única coisa que pode acontecer, nesse momento, é adiar um pouco os seus planos (sei que você tem pressa, está ansioso, tá lascado sem grana e sem emprego; precisa estudar, mas está depressivo, etc etc etc), mas não pode acabar com eles se você não deixar.

Pega as últimas provas e vai fazer, refazer, decorar, meu querido!!!! Te garanto que só nessa aí você já ganhou 20 questões… e se você entender o conteúdo cobrado, mais 20… então ENJOY! Você só precisa de 40 pontos. Estude, se planeje, se programe, FAÇA AS ÚLTIMAS PROVAS e procure entender o conteúdo de suas respostas. Ponto!

Pois bem… Digamos que você siga o script direitinho e então que você passe (e vai passar! Tenho fé! Tenha também, pox (rr) a!).

Isso quer dizer que agora sua vida vai andar; que, como num passe de mágica, agora que você virou um “adevogado”, seus clientes vão aparecer a rodo, e finalmente você vai poder comprar aquela Mercedes dos seus sonhos, certo!?!? Nã nã ni nã nãoooooooo…!!! ACORDA! Você já consegue visualizar a Mercedes que é acessível nesse momento, né? (Tem motorista e auxiliar financeiro… rsrsrs…. Advinha!?).

Te digo o seguinte: a não ser que você já tenha um emprego, esteja estagiando ou tenha QI (papai com grana para te colocar para trabalhar com os coleguinhas dele) enquanto isso, você VAI FICAR NO LIMBO até receber a carteira… Que, aliás, demora prá caramba para ser entregue.

Isto porque, ninguém vai querer te dar um emprego sério e permanente fora da advocacia nesse momento, porque você é bicho solto; óbvio que assim que puder você dará início a sua carreira. Muito menos alguém te dará emprego já dentro da advocacia, por que, você ainda não é advogado.

Enfim… Superada a polêmica chata sobre o “ser ou não ser, eis a questão…”, você me pergunta: peguei a carteira… Sou “Dotô”! Rsrsrs… Fera, concordo! É sim! para o seu cliente, para seus colegas, para a OAB, O Sr. é sim tratado como doutor! Só não deixe essa porra subir a sua cabeça e comece a exigir esse tratamento… Não seja pedante… não seja pedante, caceta! Para! Isso é uma parada natural, pelo apreço que você vai ter…. enfim… Você não pode exigir isso de ninguém, então jamais faça! É feio.

Pois bem, terminei a faculdade, fiz estágio (ou não), sou advogado, tenho conhecimento (rsrsrsrs… será?), o que eu faço agora? Então… começa aí a parte difícil…

Daí eu faço um adendo sobre o estágio e a faculdade: a faculdade é a hora não só de aprender a teoria, mas especialmente de aplicá-la na prática. Estagie, imagem do cão (ou filho de Deus, se preferir!)! rsrsrs… Esse é o momento de fazer júris simulados ou reais (como aluno, ok?), treinar as peças processuais, tirar dúvidas, acompanhar casos reais, etc…. Ou seja, de pentelhar teus mestres e procurar se aprofundar mais na sua profissão!!! Você não têm ideia do quanto isso te dará segurança na hora do “VAMU VÊ”!

Mas, daí você me pergunta outra coisa: ôhhh maluca, que moral cê tem para falar sobre isso? Respondo: Eu observo, tenho vários amigos jovens advogados e acompanho a luta deles de fora. Isso me dá uma visão mais privilegiada, especialmente porque olho com uma certa invejinha, sabe? Rsrsrs… brincadeira… observo porque é o meu sonho SÓ advogar e esse sonho está cada vez mais distante, tendo em vista as dificuldades do jovem advogado e a impossibilidade de, hoje, eu largar o serviço público para me dedicar à carreira, seja trabalhando para alguém, e daí temos que dizer: ganhando, de início, a MISÉRIA que os escritórios pagam como piso (que está mais para teto); ou mesmo, levando meu próprio escritório; o que AINDA É MAIS DIFÍCIL!

Não se iludam, o início é complicado: trabalha-se muito, ganha-se pouco.

Então, o que eu vim fazer aqui? Dizem que se conselho fosse bom ninguém dava, vendia; mas considerando que nem tudo na vida é comércio, vim justamente para te dar um conselho (ou alguns…) rsrsrs…

Terminou a faculdade, passou na ordem, não consegue colocação ou não quer trabalhar em um escritório já firmado, quer seguir por conta própria? MERMÃOOOOOOOOOO… seu mundo não caiu! É possível! Procure ajuda! Comece a frequentar a OAB, pegue a vãzinha que ela disponibiliza e vai bater perna nos fóruns! Seja voluntário, que seja, para pegar experiência etc., aproveite! Converse com seus colegas, discuta (olha a educação!) etc.

Em Brasília, por exemplo, tem um grupo muiiiiiito bacana de jovens advogados, criado especificamente para essa integração (Ab Initio) – É um grupo de Brasília, mas está aberto para jovens advogados do Brasil todo! SE LIGA NO MOVIMENTO!!!

Acesse o site, peça entrada pelo facebook, sei lá… entre em contato com os administradores do grupo e comece a interagir, a mostrar o seu valor… Por mais inseguro quanto ao Direito que você esteja, conversando, vai se entender, vai pegar o feeling da parada, entendeu? Eu garanto, seus colegas de profissão vão te ajudar, porque lá a ideia não é de concorrência, mas de parceria.

Comece a ser visto, a ser lembrado! E se você era do tipo egoistinha invejoso na faculdade (ahhh não vou colocar o nome dele no trabalho por que ele não fez) ou odeia seu coleguinha porque ele entendia aquela matéria de empresarial que você não fazia a mínima ideia de por onde ir…rsrsrs… (muito eu nessa!!! Hehehe…) ESQUEÇA! Aliás, lembre-se dele… Larga de ser besta por que ninguém sai da faculdade sabendo tudo, nem se especializa em todos os ramos, muito menos domina isso!

Então, se você sabe que ele é bom em um ramo específico que, por um acaso você não tem afinidade, faça PARCERIA COM ELE POOOOORRRRAAAAAAA!!! Provavelmente, ele também não terá afinidade com algum ramo que você tenha mais conhecimento e vai ficar feliz em ver um rosto conhecido confiando nele e poderá finalmente não recusar um cliente, pois terá você por perto, e vice-versa! É a sua chance também de não recusar clientes (o que é o fim da picada, aliás!!!!).

Como já disse antes, frequente a OAB…

A OAB/DF (mesmo eu sendo fake! rsrsrs… mentira… sou ouvinte :P) sempre me recebeu de braços abertos, tem excelentes palestras, dispõe de meios e multimeios para te ajudar (aproveite a sua anuidade, velho!). Até o clube dos Advogados é uma! Participe dos eventos… interaja! Ah! As comissões… Nas comissões, você tem a possibilidade de discutir assuntos interessantes para a sua área, de se aprofundar em determinados temas. É legal, lute para fazer parte de uma!

Nesse ponto, vale ressaltar, mais uma vez, o papel do Ab Initio (aquele grupo de que falei), pois ele pode te ajudar nessa, também. O jovem advogado tem conseguido, pelo menos aqui, a ter uma visibilidade maior, a sentir mais confiança em participar das comissões da OAB, a frequentar mais os mesmos ambientes dos grandes. E isso tem sido fantástico. Todos têm gostado!

É justamente essa troca, a mescla da experiência com a jovialidade, que tem dado um gás bacana ao advogado do DF. Acho lindo! Brasília tem sido a prova de que a advocacia pode ser legal, mais dinâmica, mais interessante, menos formal…. Enfim, mais humana e receptiva com o jovem advogado. Todos perceberam que podiam somar e que isso era melhor àquela velha postura de separação em “clãs”, “castas” ou coisa do tipo, que todos sabem que existe no mundo jurídico.

Com relação ao clube da OAB/DF, me disseram uma vez que o clube era ruim, pequeno e tal! É pequeno sim! Mas tem tudo o que precisa! É bem cuidado, bonitinho… tem vários eventos etc. FREQUENTE! Se for o caso, vá só para dar aquela conferida nos coleguinhas ou nas coleguinhas… rsrsrs (por que ninguém tá morto, né bem!?).

Saia da mesmice! Deixe de ser antissocial! Toma uma breja, coma um “cocrete”! mas sempre com um olho no peixe e outro no gato… rsrsrs… Faça CONTATOS!

Te garanto que em 06 meses, pelo menos um cliente você terá! Kkkkkkkkkkkkkk… Mentira… (deixa de ser terrorista, Vanessa! Hahahaha…). Pois bem, não garanto o cliente, mas garanto que você terá a melhor sensação do mundo, porque seus colegas advogados, em sua grande e esmagadora maioria, são legais! Eu os conheço!

Eles vão te tratar com carinho, vão te abraçar, vão te indicar, vão te ajudar e de lambuja você ainda vai ter uma vida social incrível (o Ab Initio, por exemplo, faz eventos periódicos: churrascos, happy hours, etc.) APROVEITE!!!!

Comece sua vida profissional começando…. Saia desse sofá xexelento, todo moldado, larga um pouco esse livro, a internet, o facebook, e vá para o cara a cara, o corpo a corpo… Ahhh… produza artigos! Artigos são legais! Rsrsrs… Mas acima de tudo: TENHA PACIÊNCIA! Você ainda será grande, tudo ao seu tempo.

E lembre-se que só há uma pessoa capaz de te impedir o seu sucesso: Você mesmo!

Texto por: Vanessa Neves

ZUEIRA

Se eu começar a conversar sobre empreendedorismo, gestão, planos de negócios e publicidade, muitos de vocês que são advogados torcerão o nariz ou, pelo menos, desistirão da leitura!

A verdade é que o advogado não gosta de saber que ele tem um negócio. Sim, advogado, você pode ainda não ter estudado gestão, pode não ter aprendido a se comportar num mercado agressivo e que clama por parcerias e organização, pode achar que publicidade não combina com sua gravata, mas mais cedo ou mais tarde você vai descobrir que o mercado é uma selva e é preciso estar preparado!

Advogado, você tem um negócio jurídico e não se fala mais nisso!

A sua vida acadêmica inteira você ouviu professores renomados, ex-ministros dos tribunais, grandes advogados dos maiores escritórios da sua cidade.

Eles tinham experiência nos casos mais clássicos, verdadeiros semestres inteiros resumidos em meia dúzia de peças e teses bem conceituadas. Parecia que ali você tinha tudo que precisava para ser um advogado de sucesso.

Mas o tempo passou e nem a OAB ou tampouco a universidade lhe disse que você tinha que entrevistar uma secretária, demitir uma secretária, treinar uma secretária.

Ninguém disse que precisava pagar a conta de telefone, de água, de luz, de internet. Aposto também que não lhe contaram que um bom escritório em um bom lugar na cidade pode custar em média R$ 3.000,00 mensais. Ninguém lhe contou do Marketing Jurídico, ninguém lhe explicou do porquê de se especializar em uma área se você ia acabar jogando oportunidades fora, logo você que teve aulas com advogados “full service” bem sucedidos! Continue lendo…

Fotolia_72767310_Subscription_Monthly_M-880x380

Pela primeira vez na história, a OAB passou a aceitar o registro de EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) formadas por apenas um advogado. A decisão foi tomada pela seccional do Distrito Federal, que contabiliza mais de uma dezena de empresas formadas por um profissional do Direito.

A decisão da seccional do DF atende um mandado de segurança apresentado há cerca de um ano pelo advogado Frederico do Valle Abreu. Segundo o advogado Fernando Santiago, que acompanhou o caso, a medida pode impulsionar o mercado e resultar em mais de cem mil novas empresas advocatícias no curto prazo.

De acordo com Mikaela Braúna, da comissão de Sociedade de Advogados da OAB-DF,  “por semana tem chegado vários processos” pedindo a criação da empresa individual.

A ordem trata os casos como de uma empresa comum: é preciso levar quatro cópias do contrato social preenchido com firma reconhecida em cartório do titular da EIRELI e de duas testemunhas. A partir daí, em praticamente uma semana a empresa está constituída.

A OAB-DF disponibiliza em seu site na internet um modelo de contrato social, para os interessados. Por lei, é preciso ter um faturamento anual mínimo de R$ 78.800 para poder iniciar a EIRELI – valor que corresponde a 10 vezes o valor do salário mínimo.

A inclusão da advocacia no Super Simples – regime que concentra todos os tributos federais, estaduais e municipais com pagamento de apenas um boleto com a mesma alíquota para todos – representou o surgimento de cerca de 40 mil empresas de advogados, segundo Santiago.

“O maior problema que temos hoje no Brasil é que a maioria das sociedades de advogados têm um sócio com um mínimo de 1% que as empresas colocam lá para atender a exigência legal”, afirmou Santiago. “Apesar de advogado não ser empresa, mas sociedade individual, entramos com mandado de segurança porque achávamos que tinha que ter esse direito.”

Via: Jota.info

good-lawyer-office-decor-with-weeds-2011-season-7-julie-bolder-set-decorator

Entre as maiores dificuldades em montar um escritório de advocacia estão a falta de planejamento, pouco capital de investimento e má gestão. Confira os oito passos vitais para romper a barreira do fracasso e ser um grande empreendedor:

  1. Aposte na experiência

Se o Advogado não tem experiência na área em que deseja iniciar o escritório, uma boa dica é procurar um sócio, funcionário ou até mesmo uma consultoria que já tenha certa experiência no ramo em questão.

  1. Adquira capacitação e conhecimento

A busca pelo conhecimento sobre a área em que se quer atuar é fundamental. Cursos de capacitação são importantes para entender melhor os problemas cotidianos, desenvolver a capacidade de identificá-los e solucioná-los de maneira rápida, eficaz e mais econômica possível.

  1. Elabore um plano de negócios

Começar um escritório de advocacia sem um bom plano de negócios é o primeiro passo para o fracasso. Defina a estrutura operacional do escritório, crie um plano financeiro detalhado com o total do investimento, capital de giro, custos e previsão de rentabilidade do escritório no 1º, 2º e 3º ano. É aconselhável também criar um plano de marketing jurídico para identificar o público-alvo, mercado e estratégia comercial.

  1. Gere valor para o cliente

Para se destacar em um mercado com tantos concorrentes é preciso levar em conta a importância de ter um diferencial e gerar valor para o cliente. Responder a perguntas do tipo: “Como mostrar que o meu escritório existe? Por que o cliente me daria a preferência? Qual é o meu diferencial?” ajudam a identificar e implementar novas estratégias.

  1. Faça investimentos assertivos

Geralmente o advogado possui o capital necessário para o investimento, mas não consegue identificar de forma correta onde deve investir o dinheiro. Áreas como marketing jurídico, capacitação de funcionários e estruturais devem ser priorizadas, pois estão ligadas diretamente ao cliente e ao funcionamento da empresa.

  1. Mantenha capital de giro suficiente

Antes de iniciar as atividades, tenha em mãos pelo menos o montante suficiente para manter as despesas gerais da empresa por um ano. Os primeiros meses são de adaptação ao mercado e não geram grande entrada de dinheiro no caixa, o que pode não ser o suficiente para pagar despesas essenciais do escritório de advocacia.

  1. Separe as finanças pessoais das finanças do escritório

Uma dica é estipular um salário para o sócio-gestor, que deverá ser retirado juntamente como o pagamento dos funcionários. Evitar retirar dinheiro fora das datas pré-fixadas para o pagamento e manter bem estruturado o controle financeiro do escritório de advocacia também são tarefas importantes.

  1. Controle a ansiedade

A ansiedade pode causar grande frustação antes mesmo que clientes importantes tenham conhecimento de que seu escritório de advocacia existe. Inúmeros fatores podem atrasar o reconhecimento do escritório, por isso os esforços devem ser direcionados corretamente, na busca por conhecimento e capacitação, vontade de trabalhar e incentivos para inovar.

Entar

Resetar sua Senha

Assinatura por Email