Marketing Jurídico

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Em uma estratégia de marketing jurídico digital, precisamos estar atentos a cada etapa para que o sucesso seja garantido. É muito comum vermos advogados insatisfeitos com os resultados obtidos por escritórios de advocacia nas mídias sociais, veja os 4 erros que praticamente todos advogados cometem.

 

1. Não pensar no público

 

Pode parecer óbvio, mas suas ações de marketing jurídico digital não são feitas para outros advogados. Afinal, advogado não é o público que compra seus serviços jurídicos. Por isso, é necessário definir para quem suas campanhas de marketing jurídico digital vão ser dirigidas.

 

E para planejar as suas ações, ainda mais se o seu escritório de advocacia tiver muitos públicos, você vai precisa definir o perfil do seu potencial cliente ideal. Afinal, é com esse potencial cliente que você quer falar, pois é ele quem faz os negócios do seu escritório de advocacia irem para frente. Esse perfil ideal é chamado de gerar Lead e reflete comportamentos de um potencial cliente típico do seu escritório de advocacia, tanto os hábitos de consumo como as preferências pessoais.

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Com uma definição dos potenciais clientes em mãos, sua estratégia de marketing jurídico digital tem muito mais chances de dar certo. Você vai saber com quem falar e sobre o que falar. Além disso, não vai desperdiçar tempo nem dinheiro com as pessoas que não irão gerar negócios para sua advocacia.

 

2. Você não está planejando sua estratégia

 

Investir em apenas uma vertente do marketing jurídico digital, como postar conteúdos no seu blog, não leva seu escritório de advocacia a lugar algum. A sua estratégia precisa ser completa e para isso você tem que se planejar com antecedência.

 

Para garantir o sucesso do seu marketing jurídico digital, planeje qual tipo de publicidade informativa você vai produzir, em quais canais vai publicar e como suas ações vão contribuir para o seu objetivo final. Não se esqueça de focar na sua geração de Lead, levando em conta que tipo de informação será relevante para ela desde o primeiro contato com o seu escritório de advocacia até o momento da contratação. Além disso, tenha em mente onde publicar essas informações e com qual frequência.

 

3. Você não está definindo seus objetivos

Mesmo se você já estiver planejando sua estratégia de marketing jurídico digital, seu escritório de advocacia ainda corre o risco de não ter dedicado tempo suficiente para definir os objetivos que deseja atingir. E sem eles você não tem parâmetros para medir seu sucesso e pode acabar com a impressão de que seus esforços estão sendo em vão, quando, na verdade, sua estratégia está gerando bons resultados.

 

Por isso, defina os objetivos da sua estratégia de marketing jurídico digital. Os objetivos mais eficazes são planejados com antecedência e atendem aos seguintes pré-requisitos: são específicos, mensuráveis, atingíveis, reais e têm intervalo de tempo definido. Afinal, se você não especifica quantas oportunidade quer gerar, seu escritório de advocacia não consegue medir seu objetivo e muito menos atingi-lo, pois ele não será um objetivo real.

 

4. Você não está analisando seus resultados

 

O mundo do marketing jurídico digital não tem lugar para suposições e achismos. Várias ferramentas, como programas gratuitos ou ferramentas de automação, providenciam dados que possibilitam medir suas ações de e acompanhar todas as etapas desde o primeiro contato com o possível cliente até o fechamento.

 

É comum ficar perdido em meio à grande quantidade de dados providenciados sobre o comportamento dos seus possíveis clientes online. Por isso é necessário saber o que medir. Suas métricas precisam ser definidas a partir dos seus objetivos e, além disso, também é importante separar quais métricas medir em cada etapa do funil de captação de clientes.

 

Por todos esses motivos, a estratégia de marketing jurídico digital do seu escritório de advocacia não pode ser algo que você faz às pressas. Dedique seu tempo para ter certeza de que você está planejando sua estratégia, definindo seus objetivos, avaliando seus resultados e falando com seu público alvo.

Por: Fernando Santiago

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Em pleno seçulo XXI, mas com faculdades arcaicas, os profissionais do direito se deparam com a seguinte instrução: “Você não pode anunciar  os seus serviços!”. Na cabeça do advogado e dos seus líderes, a indicação é o único modo ético de captar clientes na advocacia.


Ao se inscrever na Ordem dos Advogados, esses advogados se dividem em dois tipos. O primeiro, aquele que se esconde de qualquer tipo de divulgação do seu serviço, temendo por algum momento violar aquela máxima da faculdade; e o segundo tipo, é aquele que entende a necessidade de buscar algum meio de ser visto pelo seu público-alvo e captar clientes de maneira ética mais ainda têm dificuldades de colocar em prática.

 

Se você for o segundo perfil, parabéns! Esse texto vai tentar desmistificar os limites do Marketing Jurídico e da publicidade informativa – totalmente permitida pelo Código de Ética. Se você faz parte do grupo de advogados que não acredita em Marketing ou acha que o assunto não é próprio para essa nobre profissão, aconselho prosseguir a leitura e tirar de uma vez por todas essa ideia de que a publicidade não é permitida pela OAB. É curta, mas esclarecedora!

 

O que é publicidade informativa?

 

A publicidade informativa permite às empresas chamar a atenção dos consumidores para a marca por meio de informações relevantes sobre as suas características e benefícios. Tendo em vista que, no mercado altamente competitivo, a maioria das categorias de produtos oferece uma grande variedade de escolhas.

Esse tipo de publicidade não possui restrição de transmissão e geralmente é utilizada através de todos os meios de comunicação. A Rede Globo de Televisão, por exemplo, usa vários programas informativos para tal função. Exemplo claro é quando o Globo Repórter explora o cenário de uma novela a ser lançada com um viés informativo.

 

No cenário da advocacia, tomando as devidas proporções, é possível utilizar a publicidade informativa. O advogado chama atenção para o seu escritório utilizando informações relevantes sobre a área que atua, esclarecendo conceitos específicos, novidades legislativas, jurisprudenciais, fornecendo conteúdo ao “consumidor” que busca conhecimento sobre um eminente litígio, por exemplo.

Nesse momento, é necessário destacarmos que o comportamento das pessoas em geral mudou nos últimos anos e o advogado moderno precisa levar em consideração que o consumidor, principalmente os mais desconfiados, fazem uma pesquisa na internet antes da reunião com um advogado, inclusive encontros que são frutos de indicação.

 

Onde publicar o meu conteúdo informativo?


O Brasileiro é o povo mais digital do planeta, temos aqui um dos maiores percentuais de pessoas conectadas à internet no mundo. Nossa média é de 26,7 horas por mês de online.

 

Apesar disso, como tratamos nesse texto pouquíssimos escritórios, talvez menos que 20% dos existentes, possuem algum funcionário dedicado à produção de textos ou manutenção de blog, fanpage ou perfil no Linkedin.

Até que ponto, num mundo cada vez mais digital, 80% desses advogados sem presença online vão conseguir sobreviver?

Quando o cliente realizar uma busca sobre algum imbróglio jurídico  dos seu conhecimento, ele encontrará o seu conteúdo e conhecerá o seu escritório! Visibilidade no lugar certo, na hora certa com conteúdo correto é o sonho de todo negócio!

 

Então é só criar uma fanpage e ir publicando leis?


Não, apesar de que grande parte dos escritórios continuam fazendo isso! O local mais indicado como repositório do seu conteúdo informativo é um Blog Jurídico! E seu cliente não quer saber de lei, quer saber de solução. A lei é pública, a interpretação e as novidades das decisões precisam ser mastigadas na publicidade informativa!

Desde que seguindo as diretrizes do Google e com uma hospedagem decente, o Blog é um dos maiores bens do escritório ou advogado autônomo. É ele quem vai mudar seu nome daqui a alguns anos de trabalho bem feito! Acredite em mim, com o tempo, você vai perceber que o blog é sua maior fonte de resultado.

A rede social é sua vitrine! É lá que você vai começar um relacionamento com quem não te conhece. Segmentando bem, a rede social vai impulsionar seu blog e fazer seu nome ganhar força. Prefira SEMPRE um blog com redes sociais a ter apenas uma fanpage no Facebook:

  • a rede social não é sua, o blog é!
  • você pode mudar o design do seu blog, mas nunca uma fanpage.
  • suas publicações poderão ser compartilhadas até com quem não tem facebook.
  • o Google ainda é o lugar onde as pessoas mais tiram dúvidas e ele adora um Blog.
  • Publique em todas as redes. Replique seus posts novos nas diversas redes sociais.

Por fim, é sempre bom lembrar que o Codigo de Ética precisa ser respeitado. Mais que um limitador, o código de ética é seu norte, pois está alinhado com o que vem dando certo para profissionais liberais como coaching, médicos, consultores: menos anúncios e mais publicidade informativa!

Um advogado é um profissional do conhecimento, não deveria ser alheio a essa profissão a publicação de informação o tempo todo e todo dia! Se você tem planos profissionais ambiciosos e entendeu que a internet está mudando o mercado jurídico, está na profissão certa! Como eu já disse há um ano atrás nesse artigo: esse é o melhor momento para ser um advogado.

Lembre-se que: “Dar conhecimento dos bons serviços à sociedade é tarefa sadia e necessária ao desenvolvimento sócio-econômico.”

Bons artigos!

Por: Rita SoaresSudamar Cerqueira

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Muitos advogados, na esperança de aumentar a lucratividade do seu escritório, buscam causas através da internet, mas ficam na dúvida:

 

“Será que vale a pena investir no Facebook?”

 

Hoje, nesse texto, com nosso olhar de Marketing Jurídico Digital, vamos apresentar TRÊS motivos do porquê o Advogado precisa estar no Facebook e UM motivo que ele não deve estar.

 

1 – O número de usuários

 

O Facebook tem mais de 1,28 bilhões de usuários. No Brasil, 92 milhões de brasileiros acessam pelo menos uma vez por mês. Outro número que impressiona: 62 milhões acessam todo dia o site no país!

Isto significa que sim, seu público está lá. Tudo que você precisa fazer é encontrá-lo.

2 – Oportunidade de segmentar

O Facebook oferece diversas opções de segmentação de público para quem trabalha com anúncios. É opção demais! Você consegue segmentar até pela renda familiar dentro da ferramenta.

Além disso, o Facebook permite filtrar as pessoas de acordo com a região, idade, interesses, e até mesmo outros detalhes, como anúncios focados para donos de empresas, por exemplo.

Como dito no item acima, é muita gente na internet, você iria perder muito tempo falando com todo mundo e o Marketing Jurídico Digital vem reforçar uma necessidade que já ficou até batida: conheça seu cliente em todos os detalhes!

3 – Análise das métricas

No Facebook, além de você conseguir alcançar o seu público, você pode medir os resultados de forma sensacional.

Antes, nos veículos tradicionais, o advogado dava uma entrevista e torcia para dar certo. Mas ele não sabia o que era dar certo: “quantas visualizações? Quantas pessoas gostaram da entrevista? Quantas ficaram realmente olhando e ouviram o que eu disse?”

Eram questões impossíveis de responder, a não ser mediante uma pesquisa de mercado bem feita.

Hoje em dia, um artigo publicado no Facebook nos traz informações de quantas pessoas interagiram com aquela publicação e quantas pessoas clicaram no link ou em qualquer forma de interação. Isso é o que chamamos de taxa de engajamento do Facebook.

Também há possibilidades de verificar o número de impressões, principalmente quando você quer fazer reforço da marca do seu escritório para pessoas cujo relacionamento já foi efetuado!

E porque não fazer? Nós do Marketing Jurídico Legal temos muito claro na nosso planejamento com os clientes para que serve o Facebook e qual o papel dele no crescimento do seu negócio, portanto, fica a dica:

1 – NÃO FAÇA se você pretende captar clientes com anúncios no Facebook:

Uma regra básica para o meio jurídico ou empresarial em geral: os anúncios cansaram! As pessoas detestam vendedores profissionais, embora pessoalmente eu admire muito aqueles que são bons no que fazem!

A verdade é que nosso cérebro se proteje de embustes. Para piorar, no meio jurídico isso não é ético, portanto é preciso entender o papel do Facebook no Marketing Jurídico: relacionamento!

Sem nenhuma conotação depreciativa, compare o Facebook com uma feira em que a pessoa entrou por engano! Todo mundo oferecendo seu produto, anunciando numa placa (digital) as “vantagens” de comprar ali! Mas o seu público alvo não entrou na feira de propósito. Ele simplesmente passou por dentro da feira porque é caminho para uma festa de amigos.

O que seu potencial cliente faz? Ele te ignora solenemente!

E pior: à medida que o tempo passa, mais anúncios, mais empresas e menos pessoas toleram propaganda.

Fica claro que é uma equação que não bate, mas o que fazer?

A gente vai te ensinar a usar o Facebook no Marketing Jurídico, mas no próximo texto, ok? Por enquanto, tem uma dica lá no nosso blog: advogado iniciante precisa ter presença online no Facebook.

Até mais.

Por: Sudamar Cerqueira e Rita Soares

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Ok! É claro para todo mundo que a clareza das informações é primordial em qualquer atendimento, porque não seria na advocacia? Um serviço prestado precisa ser vendido primeiro – ainda que o termo vendido provoque náuseas em advogados mais conservadores – e vender é algo que fazemos todos os dias da nossa vida.

 

A persuasão dos tempos atuais carece cada vez mais de diálogo com o cliente. Se antes as palavras difíceis mostravam autoridade, hoje tal comportamento é rejeitado pelo seu interlocutor mais instruído, logo esse, que carrega em si a maior capacidade de remuneração.

 

Ora, que não há mais espaços para o Juridiquês acho que todos sabemos.

 

O “titular da capacidade postulatória” elabora um discurso sobre “”ajuizar uma ação”, citando as laudas, jurisprudências, doutrinas e diversas palavras coloquiais porque foi assim que seus professores fizeram e é assim que as provas da OAB lhe cobra.

 

Sim, é muito difícil formar-se e notar que o restante do mundo prefere “folhas” a “laudas”, “requerer” a “postular”, “discórdia” a “contenda”.

 

E diante de tanto juridiquês, como usar o Marketing Jurídico na Internet?

 

Esse é o recorte de um comentário do leitor de um cliente do nosso trabalho de Marketing Jurídico Digital e que demonstra como cada vez mais as pessoas precisam de informações claras e orientadas para solucionar seus problemas. Com a quantidade de esclarecimentos disponíveis na internet sobre todas as matérias jurídicas possíveis, a população passou a conhecer mais da retórica do reduto.

 

O advogado muitas vezes é corrigido ou questionado de forma mais contundente e precisa estar preparado para isso. Mas isso é bom! Questionamentos significam engajamentos e, no Marketing, engajamento é o passo antes de um objetivo ser atingido, o que talvez signifique venda!

 

A reciclagem de um advogado não se dá apenas na gestão da porta pra dentro do escritório. É claro que administrar as contas, os investimentos e o RH é essencial para seu negócio, mas nada disso seria necessário se não houvesse algum processo maduro de captação de clientes.

 

E não cabe mais o juridiquês na equação de captação de clientes após a popularização da Internet. Seu discurso precisa ser mais convincente que o advogado iniciante no Youtube!

 

Por: Rita SoaresSudamar Cerqueira

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Durante as reuniões sobre estratégias no Marketing Jurídico Digital, frequentemente enfrentamos 3 resistências básicas iniciais dos advogados. Acreditamos que essas resistências são um retrato do atual estágio do mercado que ainda não acredita nos modelos empresariais.

 

Primeira objeção: preço!

 

A falta de muitos cases organizados no mercado de advocacia, principalmente de Brasília, contribui com esse conservadorismo do advogado que não tem perfil muito agressivo e, às vezes, sequer possui algum modelo de negócios desenhado. Na falta de um norte, o profissional responsável pela gestão de um escritório fica sem rumo, à mercê de empréstimos, favores ou indicações.

 

Tal cenário corrobora com a resistência para desembolsos. Mesmo sob esforço de nossa equipe para associar as ações às necessidades e não à vaidade, a aceitação dos valores envolvidos continua sendo a principal objeção.

 

Qual a consequência disso? Advogados sem modelos de captação de audiência, utilizando ferramentas baratas e que não estão alinhadas com as propostas de valor do escritório (quando definidas).

 

Segunda objeção: produção de conteúdo!

 

A segunda maior objeção é a falta de tempo de produzir conteúdo! Ora, estamos na era do conteúdo: o Google, a maior empresa da Internet – ou pelo menos a mais significativa, trabalha exclusivamente com informação e conteúdo. A maior rede social do mundo, o Facebook, acabou de lançar o Instant Articles  que se trata de uma nova forma de entregar informações para o usuário de maneira rápida e leve. Além disso, o twitter é uma plataforma totalmente voltada para conteúdo instantâneos.

 

Quando o advogado, cuja profissão possui a informação como principal comoditie, diz que não tem tempo para produzir conteúdo, é como se ele tivesse dizendo: “não tenho tempo para trabalhar”! Há algo errado com o modelo de negócio desse escritório ou com a escolha da profissão.

 

A consequência disso é a terceirização de conteúdo! Essa terceirização impacta em valores de investimento, identificação do estilo de texto, risco de violação da imagem do escritório, entre outros.

 

Terceira objeção: persona ou avatar!

 

A terceira maior objeção é a criação da persona. Persona nada mais é que uma imagem do cliente que você traçou para te contratar. Essa é a parte mais importante do Marketing Jurídico tradicional ou Digital. Quanto mais detalhes identificadores dessa persona tivermos, maior a chance de sucesso do projeto.

 

O advogado geralmente não sabe como definir o “cliente ideal” de forma eficiente e prefere repetir esquemas fracassados de “quem vier eu topo”, porque, aparentemente, parece mais lógico.

 

No entanto, quando detalhamos esse “cliente ideal”, estamos levantando dados a ponto de produzir textos, palestras, cursos ou consultorias, com bastante riqueza. Ao sabermos claramente com quem estamos falando, podemos atingir as dores principais desse público.

 

A finalidade da persona é essa: conhecermos o cliente que desejamos, a fim de economizar energia e dinheiro. É preciso primeiro acreditar em planos de negócio, em Marketing e, porque não, em vendas, para acreditar em “Personas”!

 

A consequência de uma falta de definição de persona são conteúdos mal planejados, abordagens inseguras com clientes, falta de critério para escolher parcerias, produção de conteúdo superficial, sites e fanpages mal frequentadas e desinteressada no que é publicado!

Por: Sudamar Cerqueira e Rita Soares

Mais artigos:

Especialização: escolher apenas uma não serve.

Advogado: o vídeo é o novo texto da web?

 

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O que o famoso caso de acusação de estupro no Réveillon da Asa Norte tem a ensinar aos advogados

 

Após um mês e 10 dias, o famoso caso do réveillon da Asa Norte foi praticamente encerrado. Após a acusação de estupro em redes sociais e na delegacia da mulher, Brasília iniciou uma discussão prematura sobre questão de gêneros e crimes contra a mulher.

 

Essa discussão teria tudo para ser saudável, mas como a rede social nada mais é que o retrato do nosso comportamento, exageramos nos julgamentos precipitados e nas acusações levianas e associações emotivas.

 

Mas o que mais chama a atenção no mundo jurídico é constatar advogados tecendo opiniões preconceituosas e julgamentos precipitados sem ter acesso aos elementos apresentados.

 

Onde estão a sobriedade do advogado nas redes sociais? Se “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, que faziam os doutores comentando as notícias em plena rede social, com tão pouca razoabilidade para quem carrega o mérito de garantir direitos de qualquer cidadão?

 

Onde começa o Marketing Jurídico do Advogado? Na sua postura perante a sociedade. E nenhum comentário inadequado tem escala maior que na internet e redes sociais. Que tipo de postura se espera de um povo, cuja parcela da classe que representa a sociedade na esfera judicial não respeita o processo? O que um cliente – principalmente os mais instruídos e, geralmente, com maior poder aquisitivo – imagina ao ver advogado “batendo boca” em comentários nas redes sociais sem levar em conta as prerrogativas da carta maior?

 

Mesmo após a nota da Polícia Civil, que afirmou “não haver provas para indiciar o acusado” , não foi o suficiente para acalmar os ânimos – pois serviu para outro grupo usar a informação e justificar sua postura, o que também continua não sendo muito profissional.

 

Mas é só assim que o advogado escorrega nas redes sociais? Infelizmente não.

 

Elencamos aqui alguns comportamentos que jogam contra qualquer trabalho de Marketing Jurídico Digital, pois ou desvalorizam a imagem do profissional, ou afasta potenciais clientes causando rejeição:

 

  • fotos regulares com copo de bebidas ou alcoolizados.
  • sensualização frequente nas fotos, principalmente com exposição do corpo como sungas, biquínis e decotes exagerados.
  • fotos de perfil não compatíveis com a sobriedade de um defensor da lei.
  • excesso de selfies na timeline.
  • associar o próprio perfil a imagens agressivas ou qualquer apologia a violência.
  • discussões políticas, principalmente, com um nível muito aquém do que se espera de um profissional que prima pela eloquência e clareza nos argumentos.
  • postar ou compartilhar piadas preconceituosas e com palavras de baixo calão.
  • falar mal da própria profissão ou expor situações que não respeitam a privacidade de colegas, clientes e parceiros.

 

Ainda que relutemos em aceitar clientes no perfil pessoal ou que criemos um perfil profissional para contatos ou ainda que atribuamos tal comportamento a liberdade de expressão, reiteramos que a sociedade ainda não sabe lidar com diferenças bruscas de suas próprias expectativas. A escolha é totalmente sua e as consequências de deixar sua imagem arranhada por situações que poderiam ser evitadas, também!

 

É claro que a organização de listas bem feita de amigos ajuda, mas dá trabalho e te coloca numa situação que, uma pequena confusão pode ser irreparável, principalmente para advogados sem carreira consolidada.

 

Nossa recomendação é simples: rede social pessoal de massa como Facebook ou Twitter não combina com o advogado. Tenha uma fanpage ou um LinkedIn e concentre em suas atividades profissionais.

 

Depois de construir sua autoridade, você pode até se arriscar, mas antes, mantenha o foco e a energia para falar de assuntos pertinentes à sua carreira e especialização.

Por: Rita Soares e Sudamar Cerqueira

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Advogado: O vídeo é o novo texto da Web?

 

Um formato de mídia que ganhou muita importância nos últimos anos foi a produção e visualização de vídeos no Youtube, Vimeo e, surpreendentemente, no Facebook. Grande parte dos usuários perderam a prática de ler textos com mais de 500 palavras, principalmente em dispositivos e telas com brilho próprio como computadores, tablets e celulares. O vídeo tornou-se a saída de muito empreendedor (e advogado) e precisa expor sua marca para possíveis clientes.

 

Segundo o comScore (empresa dos EUA de análise da internet), apenas em outubro de 2011, mais de 201 bilhões de vídeos online. Naquele mês, aproximadamente a cada sete pessoas, uma era impactada por algum vídeo na internet.

 

Veja mais nesse link: http://www.comscore.com/Press_Events/Press_Releases/2011/12/More_than_200_Billion_Online_Videos_Viewed_Globally_in_October

 

Entre os 10 vídeos mais acessados do mundo em 2015, havia um vídeo caseiro . Ou seja, entre os clipes assistidos de mega produção como os de Lady Gaga, Katy Perry e outros gigantes da indústria, um vídeo caseiro produzido em 2007, sem iluminação adequada, estava entre os 10 mais assistidos do mundo com 812.152.412 visualizações. Se você não conseguiu ler esse número, vamos traduzir: são mais de 812 milhões de visualizações, o equivalente a quase 10% do planeta.

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A ilusão dos likes.

Ao iniciar no Marketing Jurídico, muitos advogados costumam se deslumbrar com o número de curtidas de uma fanpage ou a quantidade de impressões de um anúncio no Google AdWords. Isso acontece também com os empreendedores iniciantes. É perfeitamente compreensível, afinal trata-se da primeira interação de clientes que você não conhece, com o seu negócio.

 

Certamente é empolgante, mas essas métricas são eficazes?

 

Anúncios na TV

 

Provavelmente, esse vício de medir impressões e alcance é vício da TV que, por limitações técnicas, media o sucesso inicial da campanha utilizando a audiências dos horários em que os VT’s foram transmitidos. É uma forma de demonstrar à empresa anunciante quantas pessoas possivelmente viram pelo anúncio.

 

Não conhecemos a fundo os números da publicidade na TV, mas após o advento do controle remoto e, principalmente, diante das inúmeras possibilidades de distração como o celular e computador – mesmo com os aparelhos ligados, não é necessário muita imaginação para perceber que o número de pessoas impactadas pelos comerciais nessa mídia caiu drasticamente. Isso sem falar do declínio natural da audiência no geral.

 

Ao medir o número de impressões nas ferramentas disponíveis, você apenas identificou que o anúncio foi veiculado e a quantidade de dispositivos que potencialmente viram sua chamada. Como se a internet fosse TV, mas não é.

 

No Facebook o buraco é mais embaixo

 

Há uns 2 anos, quando a fanpage de um escritório alcançava um número X de fãs, você tinha ali essas X pessoas recebendo suas publicações. Não era apenas uma simples visualização, tratava-se de audiência qualificada, afinal eram pessoas que queriam continuar recebendo aquele tipo de conteúdo.

 

Atualmente o Facebook alega que é inviável, pela concorrência de amigos x fanpages numa mesma timeline, apresentar todas publicações para todos os fãs, então em 2014, um estudo realizado pela agência Ovly identificou que, para páginas cujo público interage bem, é possível que esse alcance obtenha até 2% de visualizações. Ou seja, duas coisas precisam ser ditas em relação a essa mídia nos dias atuais:

 

1- no melhor dos casos, uma página com mil fãs receberá atenção de apenas 20 pessoas de forma natural (sem pagar). Como sabemos, a timeline dos nossos potenciais clientes é tão dinâmica a ponto de uma publicação de 5 minutos atrás tornar-se irrelevante, logo, ficou evidente que usar o Facebook para divulgar conteúdo sem patrocínio é quase inócuo em relação aos resultados.

 

2- se a cada dia mais pessoas interagem com mais amigos e mais fanpages é claro que, no fim das contas, nenhum vínculo efetivo entre cliente e marca seja realmente estabelecido.

 

É claro que o Facebook ainda é um dos melhores canais para divulgar seu conteúdo, afinal a rede social tem mais de 47 milhões de usuários que estão online todos os dias. No mundo, somos o segundo país mais conectado na plataforma.  Além disso, essa mídia ainda oferece alguns pontos imbatíveis como prova social, segmentação de público alvo mais adequada e pesquisa de mercado junto às pessoas que gostam das suas publicações.
No entanto, você advogado, que anuncia corretamente na internet, estude outras técnicas de Marketing Jurídico Digital e não dependa apenas de uma fonte de apresentação dos seus serviços. Além disso, aprenda a medir corretamente o sucesso de uma campanha. O número de curtidas sem contextualização às vezes atrapalha na identificação de problemas e não permite que você atinja os resultados possíveis.

Por: Rita Soares e Sudamar Cerqueira

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A juíza Tamara Gil Kemp emplacou uma iniciativa inovadora na 1º vara do trabalho do Gama/DF com o objetivo de agilizar o trâmite processual: tentativa de conciliação via WhatsApp.

O projeto piloto de firmar acordo por meio do aplicativo foi possível mediante a iniciativa conjunta das partes e juízo, no dia 17 de novembro. Participaram do grupo, além da magistrada, a advogada Iara Janaina do Vale Barbosa, representando a reclamante, e o advogado Wagner, pelos reclamados.

O acordo, fechado antes pelo WhatsApp, foi firmado no dia seguinte, em audiência presencial, cuja duração foi de exatos 10 minutos. Na ata, é possível constatar nitidamente o quanto foi facilitado o procedimento judicial. Com efeito, a audiência foi aberta às 8h37 e finalizada às 8h47.

A causídica elogiou a experiência e afirmou que, se for, de fato, implantada, certamente irá contribuir com a celeridade processual, “pois as pautas de audiência poderão ser adiantadas e a solução de litígio, idem”.

“Achei interessante, inclusive, a iniciativa ter sido na Vara do Trabalho do Gama – DF, onde as audiências são todas Unas, e qualquer movimento que colabore para a celeridade do processo é importante, pois, muitas vezes o desgaste que a mora do processo causa às partes (principalmente ao reclamante trabalhador) fica tão maior que o direito, que a sensação de que a justiça não foi feita é que prevalece.” 

 

Processo: 0001223-20.2015.5.10.0111

Confira a ata de audiência por meio da qual foi firmado o acordo, em exatos 10 minutos.

Via: Migalhas

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A Internet no Novo Código de Ética da OAB

O novo Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados (OAB) vem causando muita polêmica desde o seu projeto. E após a publicação no Diário Oficial da União no dia 04 de novembro de 2015, o novo texto tem gerado muitas dúvidas entre os advogados, principalmente em relação à regulamentação da publicidade da profissão, que  trouxe a novidade de abordar mídias digitais como as redes sociais e a internet.

 

Algumas regulamentações no novo Código de Ética da OAB

Você já pensou que enfim o Conselho Federal da OAB buscou atender a uma grande demanda dos advogados na Internet? Afinal, levaram mais de 10 anos para que fossem realizadas alterações e quando as fizeram preocuparam-se em destacar os termos próprios do ambiente virtual. Isso é um sinal claro de que mesmo diante de outras inovações trazidas pela nova legislação, a internet pode ter sido uma das principais motivações para tal regulamentação – mesmo que superficial.

Abaixo seguem algumas das menções acerca da presença ética do advogado no capítulo da Publicidade Profissional do Novo Código de Ética e Disciplina da OAB.

Art. 39. A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Art. 40. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:

V – o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;

Art. 46. A publicidade veiculada pela internet ou por outros meios eletrônicos deverá observar as diretrizes estabelecidas neste capítulo.

Parágrafo único. A telefonia e a internet podem ser utilizadas como veículo de publicidade, inclusive para o envio de mensagens a destinatários certos, desde que estas não impliquem o oferecimento de serviços ou representem forma de captação de clientela.

Há outros trechos que vamos percorrer ao longo das nossas publicações, mas nesses exemplos fica claro que os autores estavam preocupados com o comportamento digital dos advogados.

Na nossa opinião, esse código é um avanço em vários aspectos, já que ele menciona diretamente a internet e as redes sociais e faz as devidas considerações sobre a atuação do profissional no ambiente virtual, apesar de um pouco conservador. É muito importante ressaltar que o documento está alinhado com a filosofia do mercado sobre Marketing Jurídico: publicidade de conteúdo!

Nesse texto foi dito um pouco sobre como a consultoria de Marketing Jurídico  atua , sempre se baseando em conteúdo. Nesse mesmo texto, é mencionada uma certa resistência dos usuários da internet em geral à publicidade.  Eles desenvolveram uma cegueira para anúncios como  banners e propagandas agressivas e não à toa o uso de bloqueadores desse tipo de publicidade está crescendo e preocupando as empresas anunciantes.

Enquanto os “grandes players” brigam com os consumidores e os bloqueadores de anúncios, que tal seguir o novo código de ética: fazendo publicidade com informação relevante e construindo seu nome em torno de um nicho no meio digital?

 

Marketing Jurídico Digital, um caminho sem volta

O seu nome está atrelado às informações que você presta à sociedade. Internautas de toda espécie, jornalistas, formadores de opinião e seu cliente estão na internet para trocar conhecimento e ali, avaliar quem realmente merece a atenção num ambiente tão competitivo e com tendências às distrações de toda sorte. Por isso, a relevância e a clareza do conteúdo é a arma mais eficaz para construir sua autoridade e formar sua comunidade de clientes/fãs.

Não há mais espaço para dúvidas sobre a eficácia do Marketing Jurídico Digital, afinal se o código foi atualizado e menciona claramente o uso da internet e das redes sociais, é necessário refletir: a publicidade digital na advocacia é um caminho sem volta e que já está sendo trilhado por alguns dos seus colegas, ou seja, se você ainda não o faz, ficará para trás!

Mesmo diante das restrições do novo Código de Ética, é possível produzir conteúdo e divulgar nas redes sociais sem ajuda técnica de um profissional ou de uma agência. É perfeitamente possível também delegar para algum funcionário do seu escritório mais afeito à tarefa. É claro que uma consultoria inicial talvez possa ajudar a direcionar seus esforços no caminho correto, ensinar técnicas mais avançadas para ser encontrado pelo seu público, bem como manter-se alinhado com as restrições da OAB. No entanto, nada substitui o conteúdo relevante e é necessário internalizar essas atividades dentro da sua rotina de trabalho.
Inúmeros clientes estão atrás de seu conhecimento e ele é a semente para sua carreira de sucesso nesse novo cenário.

Texto por: Sudamar Cerqueira

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